Reforma Agrária
Marcham por Terra, Trabalho e desenvolvimento do Estado.

No RS, podemos comparar os dois modelos agrários existentes. O primeiro baseado na concentração de terras e no latifúndio, representada pela fazenda Guerra. O segundo modelo, assenta-se nos pilares da reforma agrária, representada pela fazenda Anoni (ocupada 1985).
Localizada na região norte do RS a fazenda Guerra ocupa 30% do município de Coqueiros do Sul, gera dois empregos direitos e vinte empregos temporários. A fazenda não possui nenhuma escola e sua produção (milho, soja e gado) é destinado unicamente para exportação e toda a riqueza produzida se concentra nas mãos de uma única família.

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Agricultores e agricultoras assentadas, junto com seus filhos alavancam economicamente toda uma região, além do crescimento social nesses 22 anos da posse da terra.
Na Anoni são 420 famílias assentadas que produzem anualmente 20 mil sacas de trigo, 6 milhões de litros de leite, 150 mil sacas de soja, 35 mil sacas de milho, 45 toneladas de frutas, 800 cabeças de gado, 5 mil de suínos e 10 mil quilos de hortaliças. Toda essa produção gera renda, movimenta a economia e o comércio da região. A riqueza gerada é partilhada para todos e redistribuída na região por meio de aquisição de outros produtos no comércio.
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A conquista da terra e a desapropriação dos grandes latifúndios é apenas uma etapa. O fim dos latifúndios representa também um leque de oportunidades sociais e econômicas para as famílias acampadas e para o fomento do desenvolvimento econômico de toda uma região. Mais de 23 prefeitos da região assinaram documento favorável à desapropriação imediata dessa área.
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Todos sabem que o latifúndio concentra o lucro e a renda em seus proprietários, que aumenta a desigualdade social, que estimula o êxodo rural e aumenta a disputa do mercado de trabalho nos grandes centros urbanos, gerando mais desemprego.
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A riqueza de nossa terra é de todos nós, e é nisso que acreditamos, é por isso que lutamos.
Agricultor Assentado e deputado Estadual (PT)
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